
A meia noite sinto a presença de meu anjo protetor
O cavaleiro negro que imortaliza minha alma
Com sua espada traspassando meu ser mortal
Fragil e indefeso vejo se rasgar o veú da realidade
Triste e melancólica realidade das trevas de minha mente insana.
Na doce melodia do silencio
Que me guia entre caminhos de espinhos
Estes que se purificam com meu sangue
Sangue que percorre invão em minhas veias
Para alimentar a carcaça cujo nome é corpo
Onde jaz meu espírito solitário...
Ao soar das ultimas badaladas desse meu destino
Sinto lagrimas de sangue saindo de meus olhos
E percorrendo todo meu corpo
Como um banho, limpa as impurezas cometidas por mim
Em minha passagem por esse mundo de condenados...
Antes do amanhecer
Meu destino, minha vida, tudo o que fui e sou
Estará selado no silencio profundo dos meus sonhos
Restarás apenas lembranças e seguirei fiel ao meu anjo protetor
Em busca de redençao e refugio.
Cavalgarei pela eternidade
Sobre o meu cavalo negro
À procura de paz, cujas trevas da solidao arrancaram de mim
A muito tempo...
Solitário e errante vagarei pelo mundo dos condenados
Sob o doce sabor de minhas lagrimas de sangue
Que regarão os espinhos de minha outra vida!
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